Para gerenciar sites WordPress para clientes, você precisa de uma hospedagem que funcione sem necessidade de supervisão constante. No entanto, há um medo válido de tempo de inatividade,  problemas de DNS ou perda de dados que pode gerar hesitação, impedindo que você faça uma alteração necessária na infraestrutura.

A equipe de migração da Kinsta lida com cargas de trabalho de agências todos os dias, desde sites individuais de alto tráfego até portfólios completos de clientes. A seguir, detalhamos os mitos de migração mais persistentes e mostramos como o processo da Kinsta realmente funciona em cenários do mundo real.

Mito 1: a migração deixa seus sites fora do ar por horas ou dias

O mito: migrar para uma nova hospedagem exige tirar os sites do ar enquanto os arquivos são transferidos e o DNS se propaga. Isso resulta em horas ou dias de indisponibilidade, impactando clientes e receita.

O medo de um tempo de inatividade prolongado é uma barreira significativa para a migração de agências. Migrações típicas de hospedagem geralmente exigem que os sites fiquem offline durante a transferência. Por exemplo, os provedores de hospedagem compartilhada geralmente não possuem a infraestrutura necessária para clonar sites sem afetar a versão ativa.

A verdade

O processo de migração da Kinsta nunca exige que seu site fique offline. A equipe de migração clona o seu site para os servidores da Kinsta, enquanto o site original continua atendendo tráfego e permanecendo totalmente funcional.

O único período breve de transição ocorre quando você atualiza os registros DNS. Durante a propagação do DNS, alguns visitantes podem acessar a hospedagem antiga enquanto outros já chegam aos servidores da Kinsta. Essa propagação normalmente é concluída em minutos ou poucas horas, dependendo do provedor de DNS e das configurações de TTL. Isso significa que você pode agendar atualizações de DNS para períodos de baixo tráfego ou coordenar as mudanças conforme necessidades específicas do negócio.

Mito 2: alterações de DNS vão quebrar seu site e os serviços de e-mail

O mito: alterar o DNS interrompe a entrega de e-mails, causa indisponibilidade temporária do site e cria conflitos entre ambientes de hospedagem.

As alterações de DNS costumam gerar ansiedade porque representam um ponto crítico em que algo pode dar errado. Essa é uma preocupação legítima, já que migrações de DNS mal executadas podem causar interrupções, tirar um site do ar ou criar conflitos entre ambientes.

A verdade

A abordagem da Kinsta para o gerenciamento de DNS evita esses problemas por meio de verificações cuidadosas e orientações claras. Você mantém controle total sobre quando e como os registros DNS são atualizados, o que permite coordenar as mudanças com sua equipe e seus clientes no seu próprio ritmo.

O impacto prático da propagação de DNS é mínimo quando ambos os locais servem a mesma versão do site, especialmente porque a Kinsta clona seu site antes de você atualizar o DNS.

Em relação à hospedagem de e-mail, os registros MX direcionam a entrega de e-mails e existem separadamente dos registros A, que apontam seu domínio para a hospedagem do site. Além disso, se a hospedagem de e-mail for separada da hospedagem do site, normalmente esses registros não precisam ser alterados.

O processo de verificação recomendado pela Kinsta envolve o uso da ferramenta de Pré-visualização do Site antes da atualização do DNS, permitindo acessar o site migrado por meio de uma URL temporária. Assim, você pode testar funcionalidades, verificar conteúdo e conferir integrações antes de aplicar mudanças de DNS que afetem os visitantes.

De acordo com a equipe de migração:

Em nossas mensagens pós-migração, incluímos links para artigos sobre apontamento de DNS, que os clientes podem revisar e, em seguida, entrar em contato com nossos Engenheiros de Suporte para quaisquer dúvidas adicionais.

Mito 3: sua configuração personalizada é complexa demais para migrar sem problemas

O mito: arquiteturas WordPress personalizadas, configurações não padronizadas e configurações especializadas são complexas demais para plataformas de hospedagem gerenciada, ou quebram durante a migração.

Agências frequentemente constroem sites WordPress usando arquiteturas não convencionais para aumentar a segurança, melhorar o desempenho ou otimizar fluxos de desenvolvimento. Essas configurações personalizadas podem levar à percepção de que plataformas de hospedagem gerenciada não oferecem suporte adequado a esse tipo de cenário.

A verdade

A equipe de migração da Kinsta lida regularmente com uma ampla gama de configurações técnicas, portanto, sua configuração personalizada provavelmente não é tão exclusiva quanto parece.

Por exemplo, implementações com Bedrock e a stack Roots aparecem com frequência nas migrações de agências. Redes multisite, seja por subdomínio, subdiretório ou com mapeamento de domínios, passam por verificação completa da rede, checagens de mapeamento de domínios e testes de funcionalidade entre sites durante o processo de migração.

Quando os sites dependem de diretivas exclusivas do Apache, a Kinsta as traduz para regras compatíveis com o Nginx. Isso inclui a validação de comportamento de rewrites, redirecionamentos e controles de acesso para garantir que o site se comporte de forma idêntica em produção. Como a equipe de Migrações explica:

A equipe de Migrações já lidou com diversas configurações, como Bedrock/Roots, multisite e proxies reversos. Migramos com sucesso regras de redirecionamento, regras de IP e regras Nginx aprovadas.

E, para casos extremos, a equipe cria ferramentas personalizadas. Uma agência chegou com mais de 800 regras de redirecionamento armazenadas em um sistema legado sem opção de exportação. Os engenheiros da Kinsta escreveram um script para extrair, normalizar e reformatar essas regras para uma importação limpa no gerenciador de redirecionamentos da Kinsta.

Mito 4: você perde dados ou fica com links quebrados após a migração

O mito: migrações de WordPress corrompem bancos de dados, quebram links internos do site, danificam referências de mídia e causam perda de dados que exige correções manuais extensas.

A integridade dos dados é uma preocupação válida porque o WordPress armazena relações complexas no banco de dados. Dados serializados, onde objetos PHP são armazenados como strings, podem quebrar se URLs forem alteradas sem o devido tratamento. Links internos, referências de mídia e configurações de plugins dependem de caminhos e domínios corretos.

A verdade

O fluxo de trabalho de migração da Kinsta foi projetado especificamente para evitar esses problemas, e todos os riscos são identificados antes que as alterações de DNS afetem os visitantes.

O processo começa com um backup limpo e compatível com o provedor de hospedagem do seu site. Dependendo do seu provedor atual, a equipe de migração utiliza ferramentas de linha de comando, phpMyAdmin ou exportações em nível de painel para gerar um snapshot completo dos dados.

Após a importação, a equipe realiza uma série de verificações de integridade, incluindo verificação do tamanho do banco de dados, conversão de tabelas MyISAM legadas para InnoDB e detecção automatizada de configurações multisite ou de subdiretórios com base no arquivo wp-config.php.

Alterações de URL e atualizações de dados são tratadas com segurança usando o WP-CLI search-and-replace, e não edições manuais em SQL. Isso garante que arrays serializados permaneçam intactos. Os caminhos da Biblioteca de Mídia passam por verificação manual, e a equipe executa testes no frontend e no backend para confirmar que imagens e anexos carregam corretamente.

O mesmo nível de atenção é aplicado ao comportamento de links e URLs codificadas de forma rígida. Durante o controle de qualidade, a equipe identifica arquivos de temas ou plugins que fazem referência a caminhos absolutos. Quando necessário, esses itens são sinalizados e são fornecidas orientações sobre como corrigi-las usando práticas de desenvolvimento compatíveis com o WordPress.

Como explica a equipe de Migrações:

Realizamos verificações de qualidade para garantir que o site migrado reflita o site de origem. Isso inclui a atualização de referências de domínio e caminho. Também faremos recomendações sobre como resolver problemas com temas ou plugins desatualizados.

Mito 5: sites grandes ou múltiplos sites levam semanas para migrar

O mito: sites com bancos de dados grandes, bibliotecas extensas de arquivos ou portfólios de agências com dezenas de sites exigem semanas ou meses para uma migração bem-sucedida.

Agências que gerenciam sites de alto volume geralmente assumem que migrações em larga escala são lentas e arriscadas. Essa crença costuma vir de experiências anteriores com provedores de hospedagem que têm capacidade limitada de migração ou não contam com uma equipe dedicada para lidar com cargas de trabalho complexas.

A verdade

O fluxo de migração da Kinsta escala para portfólios grandes e com múltiplos sites sem criar atrasos desnecessários.

Com o planejamento adequado, os prazos permanecem previsíveis mesmo para sites muito grandes. Como explica a equipe de migração:

Com o planejamento prévio adequado, conseguimos cumprir o cronograma do cliente. Para sites grandes, podemos realizar uma migração em duas etapas, na qual migramos os arquivos e, em uma data posterior, migramos os arquivos mais recentes e exportamos o banco de dados para reduzir o tempo de migração.

Um exemplo citado pela equipe é a migração de um site de 300 GB, em que a migração de arquivos levou mais de 24 horas devido à baixa velocidade de conexão entre o provedor de origem e a Kinsta. A equipe migrou os arquivos dois dias antes da data programada para a conclusão e, no dia final, migrou apenas os arquivos mais recentes, juntamente com a exportação do banco de dados.

Migrações em massa seguem uma abordagem estruturada semelhante:

  • Você recebe uma planilha de migração em massa para fornecer os detalhes de cada site do portfólio.
  • A equipe busca migrar pelo menos oito sites por agência por dia útil, ajustando o cronograma conforme suas prioridades.
  • Após a conclusão de cada lote, a equipe envia notificações para que você possa iniciar os testes imediatamente.

Para sites de eCommerce e de mídia que possuem conteúdo constantemente atualizado, a abordagem em duas etapas migra um lote inicial de arquivos e, em seguida, realiza uma sincronização final do novo conteúdo e uma exportação do banco de dados pouco antes de qualquer alteração de DNS. Isso minimiza divergências entre o site em produção e a versão migrada.

Preparando sua agência para uma migração tranquila

Uma boa preparação acelera as migrações e reduz a chance de problemas inesperados.

A equipe de migração da Kinsta utiliza um checklist interno de pré-migração baseado em anos de experiência e milhares de migrações concluídas. As agências podem espelhar essa mesma estrutura para tornar o processo ainda mais eficiente.

  1. Alinhe sua equipe e os canais de comunicação: comece confirmando quem da sua equipe participará da migração. Compartilhe os endereços de e-mail dessas pessoas para que a Kinsta possa adicioná-las a um único ticket de migração. Isso centraliza as atualizações e evita comunicação fragmentada durante o processo.
  2. Verifique todas as credenciais antes de enviar sua solicitação: teste todos os acessos dos quais a migração dependerá:
    • Acesso ao painel de hospedagem
    • Credenciais de SSH ou SFTP
    • Contas de administrador do WordPress

    Garantir que essas credenciais funcionem antecipadamente elimina atrasos quando a migração começar.

  3. Documente configurações personalizadas e qualquer detalhe fora do padrão: quanto mais contexto a equipe de migração tiver, mais rápido poderá reproduzir sua configuração com precisão. Informações úteis incluem:
    • Regras de redirecionamento personalizadas que devem ser preservadas
    • Tarefas agendadas ou cron jobs que devem continuar em execução
    • Se o modo de manutenção será necessário para sites de eCommerce
    • Configurações ou sobreposições de servidor fora do padrão
    • Quaisquer restrições de IP ou regras de controle de acesso em vigor

    Essas informações ajudam a equipe a antecipar situações excepcionais, antes que elas ocorram.

  4. Forneça informações relacionadas a DNS e e-mail: o acesso ao DNS se torna importante durante a etapa final de transição, portanto indique onde seu DNS é gerenciado e certifique-se de que as credenciais estejam prontas. Também é importante especificar onde sua hospedagem de e-mail está localizada, como Google Workspace, Microsoft 365 ou outro provedor separado, pois isso ajuda a equipe a coordenar os registros MX e evitar interrupções no e-mail.
  5. Defina expectativas com as partes interessadas: garanta que todos os envolvidos entendam o fluxo de migração, o cronograma e se algum tempo de inatividade ou janela de manutenção é esperado. Uma comunicação clara, seja por meio da Kinsta ou da sua equipe interna, mantém o processo fluido e evita surpresas de última hora.

O que isso significa para sua agência

Migrar sites WordPress não deveria parecer arriscado ou perturbador, mas experiências antigas de hospedagem levaram muitas agências a acreditar no contrário.

A equipe de migração da Kinsta existe para tornar o processo previsível, rápido e adaptado às complexidades com as quais as agências lidam diariamente.

Com os obstáculos fora do caminho, você está pronto para dar esse próximo passo? Explore a hospedagem gerenciada para WordPress da Kinsta e descubra como o Programa de Agência Parceira apoia o seu crescimento.

Se tiver qualquer dúvida, nossa equipe está sempre pronta para ajudar.

Joel Olawanle Kinsta

Joel é um desenvolvedor Frontend que trabalha na Kinsta como Editor Técnico. Ele é um professor apaixonado com amor pelo código aberto e já escreveu mais de 200 artigos técnicos, principalmente sobre JavaScript e seus frameworks.